Descobri em Botafogo a Cabral Livros, que fica perto da saída Mena Barreto do Metrô, na galeria do Horti Frutti. É a loja 121, um cubículo simpático com bastante papel pra roer, e precinho bom também.
A arrumação também chama a atenção, normalmente sebo tem livro jogado e mal empilhado pra todo canto, na Cabral Livros não, tá tudo organizado (talvez por causa do pouco espaço).
Passando por ali, vale a conferida.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Cabral Livros
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Mike Ribera
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terça-feira, 17 de julho de 2007
Minhas Histórias dos Outros | Zuenir Ventura
Zuenir nos traz, em seu livro de memórias, os episódios, dramas e curiosidades que testemunhou durante quase 50 anos de jornalismo. Se fosse outro escrevendo poderia ser um belo livro de cabeceira, daqueles sonolentos pra se usar quando acaba o Rivotril, mas não é o caso.
As lembranças do autor são vívidas, traçando um retrato da história brasileira contada por alguém que a vivenciou e percebeu intensamente, por conta de seu olho clínico essencial para a profissão e também por ser próximo de muitos de seus players mais importantes: De Gaulle, Darcy Ribeiro, a calcinha de Jackie Onassis, Betinho, Glauber, Rubem Fonseca, Nelson Rodrigues, João Salles e Márcio VP, Ditadura e Abertura desfilam pelas páginas do livro, ciceroneados pela boa prosa do cara.
Reservada para o final fica a surpreendente história de uma testemunha-chave da morte de Chico Mendes que Zuenir adota, infringindo uma lei básica do Clube da Luta jornalístico: somente reportar os acontecimentos, nunca interferir com eles.
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Mike Ribera
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15:54
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Marcadores: Livros
EU S/A | Max Barry
Gangues tatuam logomarcas pelo corpo e atacam quem prefere comprar nas lojas concorrentes. As crianças estudam em escolas Pepsi ou McDonald’s e os adultos tem como sobrenome a empresa onde trabalham. Caso você esteja desempregado, é um sem-teto excluído de toda e qualquer oportunidade ou direito. O governo dos Estados Americanos, uma entidade figurativa, cobra dos cidadãos até a investigação de crimes (no caso, quem banca tudo é a família da vítima. Sem grana, sem C.S.I.).
Nesse gigantesco free shop que a Terra virou, um executivo chamado John Nike elabora um plano genial: assassinar dez consumidores no dia do lançamento da nova linha de tênis da empresa para valorizá-la ao extremo. Para executar a ação de marketing (de guerrilha??), descobre o inseguro Hack Nike, um funcionário subalterno que se deixa intimidar fácil por um superior e acaba coagido a coordenar a campanha.
Acontece que Hack não é um assassino e apela para a terceirização, contratando profissionais da polícia pra fazer o trabalho sujo. Acaba dando tudo errado (isso foi em LA, se fosse no Rio, de repente...) e entra em cena Jennifer Governo, uma agente incorruptível que vai atrás dos culpados, mesmo que não tenha ninguém pagando pelo caso.
E já tá bom de resenha, compre logo o livro e aproveite para abandonar o programa Team Advantage e ganhar quinze por cento de desconto em todas as lojas afiliadas à US Alliance nos próximos dois meses.
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Minha Querida Sputnik | Haruki Murakami
Haruki Murakami é um dos mais aclamados escritores do Japão, tendo seus livros traduzidos em mais de 16 idiomas. Legal que o cara conseguiu todo esse cartaz fazendo literatura pop da boa, com um estilo mix de Nick Hornby / Geração Beat / Nelson Rodrigues / dramalhão de mangá.
Neste "Minha Querida Sputnik" temos a história de Sumire - uma japonesa adolescente altamente surtada - e quem nos relata a trama é K., seu melhor amigo e professor do primário japonês. A relação entre os dois é complexa, com Sumire perturbando um apaixonado K. com as suas indagações existenciais às três da manhã, escrevendo enormes histórias que nunca consegue terminar, aquela coisa nipo-neurótica.
A reviravolta acontece quando Sumire se apaixona por Miu, uma coreana balzaca, linda e sofisticada, que esconde uma história tenebrosa em seu passado, deixando o pobre K ainda mais chafurdado na lama do amor não correspondido.
O clima do livro passa do urbano pro bucólico e do papo-cabeça-cool pro surreal-com-suspense em poucas páginas, com cenários que transitam entre Japão, Paris e Itália, até o desfecho misterioso em uma desconhecida ilha grega.
Embora "Norwegian Wood" ainda seja o carro-chefe de Murakami, este com certeza é mais um ótimo livro que comprova a maestria em contar boas histórias do nosso caro japa best-seller.
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Mike Ribera
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13:39
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domingo, 8 de julho de 2007
Má Influência | William Sutcliffe
A Editora Francis tem um catálogo interessante, pra dizer o mínimo, começando pelas obras do cara que dá nome ao negócio. Como resenhar livros do seu Paulo não está nos meus planos por enquanto, o assunto é este livro inglês que impressiona.
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Mike Ribera
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17:43
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sexta-feira, 29 de junho de 2007
O Homem do Castelo Alto | Philip K. Dick
Philip K. Dick, era, em suas próprias palavras, "um filósofo que faz ficção", e muitos consideram "O Homem do Castelo Alto" sua obra-prima. Ganhador do prêmio Hugo de melhor romance de Ficção Científica em 1962, deixou a marca e influência do autor em tudo o que foi criado posteriormente no gênero.
Os judeus foram oficialmente exterminados, negros são escravos, japoneses lotearam os Estados Unidos e acabaram ganhando a simpatia de muitos americanos, dentro da política do menos pior (os nazistas são retratados como máquinas burocratas de aniquilar o próximo, coisa que os japas, cultivando sua milenar tradição de honra e etc., menosprezam). É interessante ler sobre yankees subjugados, incorporando hábitos orientais como consultar o I Ching e andar de bicitáxis, sem empurrar cultura enlatada pro resto do mundo.
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Mike Ribera
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19:39
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quarta-feira, 27 de junho de 2007
Amor é Prosa, Sexo é Poesia | Arnaldo Jabor
O Jabor sempre tem pelo menos uma tirada no Jornal da Globo que provoca um risinho meio de lado, aquela satisfação por ter ouvido algo mordaz, bem sacado. Mas depois a gente escova os dentes, deita, dorme e esquece que ele existe.
Nesse livro soporífero rola a mesma sensação: enquanto vamos lendo ele até se sustenta, algumas tiradas ferinas tratando com humor refinado as mazelas homem-mulher, na maioria dos casos vivências do próprio autor.
Mas quando terminamos a última página, escovamos os dentes, deitamos, dormimos e esquecemos. Saudosista demais, meloso demais. Enfim, dispensável.
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Mike Ribera
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